Muito amor, doçura e paixão para todos!

Muito amor, doçura e paixão para todos!

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Meu colibri...

Seus olhos como estrelas me guiam na escuridão
Escuridão que assombrou minha alma por tanto tempo
Eu anjo caído sem merecimento
Tiro minhas forças de você...

Meu coração sombrio e judiado tem medo
De que tanta felicidade não esteja a mim destinada
que eu  não mereça  nunca ser amada
e você não será meu firmamento...

Ah meu belo colibri!
Quando passeias em outro jardim
Me traz tanta tristeza e dor!

Queria tanto te dizer
Que nesse jardim não tem vida sem você
E quando você se vai tudo se torna sombrio novamente
Dúvidas chicoteiam sobre minha doce alma necessitada de amor!

Mas meu anjo, meu colibri
sei que com você é tudo diferente!
Não importa o que passou ou o que vivi,
Sou tudo e nada, alma e mente!

Sei que mereces mais que um coração estilhaçado
Ou uma alma medrosa
Mas o que eu faço se  ao te ver meu coração desabrocha como uma rosa
E eu não consigo parar de sonhar?

Serei eu egoísta, por te querer mais que tudo?
Por  te querer nesse meu sombrio mundo
Querer que sejas o sol que ilumina meu caminho
enquanto tudo parece desabar?

Me diz você, meu anjo colibri
Nessa noite de luar
Se aceitares ficar aqui
prometo te fazer feliz e nunca te magoar....

Mas se não quiseres meu doce colibri,
não deverias ter clareado meu mundo com sonhos de amor
Da minha alma me livrado de toda dor

se não pretendias nesse novo mundo morar...

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A morte da Borboleta

Sangue respingando no asfalto e então ela já não é mais uma menina...
Todo o resplendor ficou para trás
sonhos ternos e cândidos não povoam sua mente mais!
E agora ela sabe exatamente como isso termina!

Roupas pela sala, cheiro de naftalina...
Em um baú dourado
Seu coração está guardado
E lacrado a sete chaves, nada germina.

Um vinho barato
bitucas e cinzas pelo chão...
Sem ao menos um muito obrigado
coadjuvante de sua própria história, ela abandona o salão.

Sangue respingando no asfalto...Ela  não é mais menina...
Entre lágrimas e prazer
ser ou não ser...

Toda pureza despedaçada em camas vazias...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Entre o vidro...

Do outro lado do vidro,
doce aroma, gargalhadas, flores e luar...
Um belo mundo colorido,
onde as fadas vão dançar...

Do outro lado do vidro,
gélida alma que o fogo não esquenta.
Entre cinzas e um rosto retorcido,
uivo e gemido, dor e tormenta....

Uma linha tênue divide:
Desespero e desapego,
fé e medo,
desistir ou lutar...

De um dos lados do vidro
imagens que a razão tenta afastar!
Um prisma mostra refletido
o que o coração não consegue mensurar...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O último teorema de Fermat- Coautoria da querida Vanessa Andrade

E por muito tempo rabiscou o caderno...
Enumerou todas as variáveis, calculou todas as probabilidades daquilo dar errado!
Pesou todos os infinitos contras e alguns prós, sabia que o resultado final poderia ser uma dor imensa além do profundo vazio!
Formulou várias leis que pudesse de alguma forma explicar tudo aquilo...
Ate criou teoremas, esquematizou...
A mesma só não contava que ele tinha alma... ela também tinha...

Eis que percebeu a imensidão e complexidade "daquilo"  e todos os seus cálculos perderam o sentido...

domingo, 13 de julho de 2014

Etéreo

Hoje não tem poema
Tem verso curto
Doce problema
De quem acredita que o Amor é mais que convivência e conveniência...

Hoje não tem poema,prosa ou poesia
mas a noite tem luar...
Mesmo sem soneto
Tem estrela e maresia
E para quem não sente medo

Um conto de amar...

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Imensidão

No alto da minha prepotência e falsa felicidade
Tudo me foi tomado
Apontada pela multidão,
percebi o quão pouco de sincero em minha vida foi cultivado

E de amor
 nada  sobrou...
Nem a cor, nem o cheiro
apenas desesperança e medo!

E pelas ruas que andei
em cada taverna e bordel a esmo,
te procurei nos becos mais soturnos
E talvez nós nunca tenhamos existido mesmo...

Depois dessa viagem
só escuridão
Nenhuma luz divina ou passagem
apenas vazia imensidão.

sábado, 28 de junho de 2014

C21H22N2O2

Entre medo e desejo
Indiscreta, sigo voluptuosa
Mergulhada nessa noite sem estrelas
Navego no seu beijo!

Nessa lucidez, a mente desatina
o desejo sucumbe!
Transpiro estricnina.

Sigo incólume
como garça no pântano
com nada mais me espanto
Finjo que meu coração está morto...