Muito amor, doçura e paixão para todos!

Muito amor, doçura e paixão para todos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

É natal!

É dezembro, é natal!
As pessoas sorriem, as lojas lotam (os mercados aumentam o preço).
Sorria! É natal!
Presentes são embrulhados, há sorrisos por todos os lados
Sorria, é natal, o amor está no ar!

Sorria, os enamorados veem as luzes da paulista,
as mães seguram suas crianças, eufóricas, correm rumo ás pistas
os mais velhos se enamoram em um banco com olhar.

Sorria, a comida está na mesa,
o assunto acalorado em torno dela,
com meu café frio na caneca e meu velho vestido vermelho natalino,

boquiaberta, fico a admirar...

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Hoje eu chorei pelo tempo,
com o vento,
sem alento, sobre os reis magos
e a promessa de um futuro que não existe mais...

Hoje dei adeus ao destino
magoei o menino
me perdi em lágrimas, mergulhei em brumas
e dei adeus aos carnavais.

Hoje rasguei as fotografias, quebrei as molduras
falei e ouvi palavras duras
em lágrimas e desespero me banhei.

Coração segue apertado
olhos marejados, na lembrança
presente e passado

e o futuro que lá para trás, mais uma vez eu deixei...

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Memórias

Eu me lembro que olhar para ele doía...
Quanto mais profundo me cortava,
mais ele ria
e a cada riso dele, mais eu o amava

Eu me lembro que muito eu escrevia
e desenhava
Seu sorriso sem jeito e seus olhos me fitavam
Ele alheio a tudo, enquanto por dentro eu morria,

Eu me lembro que o roçar dos seus lábios em minha pele ardia
Litros de álcool, maços de cigarro
me consomem...Me entorpecia
Sua respiração, meu descompasso.

Eu lembro o quanto me sufocava
mas eu sorria
a dor que em meu peito lascinava
eu fingia não sentir nada, seguindo incólume e vazia

sábado, 22 de outubro de 2016

De repente, a magia perdeu o encanto
E do riso, fez-se o pranto
e a noite outrora inefável, se perdeu no cruel gotejar dos segundos do relógio...
Perdendo-se a paixão (sem razão) rezo para que não vire ódio.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Síndrome do pânico.

Eu já não consigo respirar
A ansiedade não me deixa vir a tona
As lágrimas de meus olhos inundam meu pulmão
Eu estou sem ar
Eu não consigo (não) pensar
A tristeza me isola na escuridão
Sou engolida
Em meu coração cheio de pesar, sou compelida
Eu não consigo falar
A vergonha (medo) sobe pela minha garganta
Num pranto mudo, me sinto sufocar
Eu não consigo dormir ( ou despertar)
Minhas lembranças viram meus piores pesadelos
Muda, cega, impotente e surda, sou meu pesar