Sangue respingando no asfalto e então ela já não é mais uma
menina...
Todo o resplendor ficou para trás
sonhos ternos e cândidos não povoam sua mente mais!
E agora ela sabe exatamente como isso termina!
Roupas pela sala, cheiro de naftalina...
Em um baú dourado
Seu coração está guardado
E lacrado a sete chaves, nada germina.
Um vinho barato
bitucas e cinzas pelo chão...
Sem ao menos um muito obrigado
coadjuvante de sua própria história, ela abandona o salão.
Sangue respingando no asfalto...Ela não é mais menina...
Entre lágrimas e prazer
ser ou não ser...
Toda pureza despedaçada em camas vazias...