Muito amor, doçura e paixão para todos!

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sábado, 28 de junho de 2014

C21H22N2O2

Entre medo e desejo
Indiscreta, sigo voluptuosa
Mergulhada nessa noite sem estrelas
Navego no seu beijo!

Nessa lucidez, a mente desatina
o desejo sucumbe!
Transpiro estricnina.

Sigo incólume
como garça no pântano
com nada mais me espanto
Finjo que meu coração está morto...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Entre sonhos e batalhas...

Quando chega a noite e todos despem seus disfarces,
significa que estamos nus a luz da lua
Então querido, entregue-se...
Estamos todos no mesmo barco, 
zarpando em álcool e veneno,
vivendo em estupor e êxtase...

Venha e segure-se no que é real, 
sonhos ficaram no porto!
vamos travar nossa própria batalha...

Um dia abri a janela do meu quarto e olhei a praia...
Tantos castelos desfeitos na branca areia,
tantas marcas profundas!
E o mar continuava imparcial...
Palavras se perdem no vento, sonhos desmoronam em tempestades...
Mas isso aqui, eu te garanto, isso é real...

Então
Esqueça os sonhos perdidos,deixe os disfarces guardados e zarpe comigo em estupor e êxtase...

Venha e segure-se no que é real, 
sonhos ficaram no porto!
vamos travar nossa própria batalha...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

"IN MEMORIAM"


Entre ruas vazias, vielas desertas
As vezes tudo que se quer é morrer, ter um pouco de paz
as vezes quando nada mais resta
ser crucificado não importa mais...

Entre bolos e balões de festa
A noticia aparece nos jornais
Um rosto despedaçado, uma fresta
Ela já não existe mais.

Entre saltos e maquiagem
entre deuses e mortais
ela ali de  passagem
e com apenas um gole ela não existe mais...

Vento no porto, chuva fina
a copa das árvores balançam em fúria
no resto tudo permanece o mesmo, tudo em paz

Já a menina inocente, essa não existe mais...

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Guerra

Enquanto o mundo gira num caleidoscópio de fingimento e dor
Eu me agarro no sagrado
No pouco que restou
dos escombros da batalha...

Por mais que eu tenha lutado, gritado,
pedido e rezado
Por mais que eu tenha vivido, amado e sofrido
Não houve retorno humano ou divino
Para meus guerreiros despedaçados!

Então eu visto minha armadura e corro ao sabor do vento
Sem sentido, sem sonhos ou anseios
Nada sinto ou demonstro
Meus heróis estão todos mortos...

Pego meus sentimentos e sufoco no peito
O que transborda eu ponho numa caixa dourada
No fundo da mala desgastada
Com várias trancas e cadeados

Não houve misericórdia
Nos espólios de guerra
O mais forte molda a estória
E o mais fraco foge desconsolado envergonhado com a miséria

A rotina, o medo e a sina
Nada me traz descanso ou prazer
Com a cabeça na guilhotina
Sinto que não há muito o que fazer

Quem luta o bom combate? Quem é um bom guerreiro?
Nesse mundo vil quem é justiceiro
Vive em um eterno embate

Em algum momento o coração caleja
A alma já não almeja
O que a cabeça não pode comandar...
Seguindo com o rebanho
Fingimos estar em verdes campos
Quando na verdade
A aldeia toda foi queimada...