Do outro lado do vidro,
doce aroma, gargalhadas, flores e luar...
Um belo mundo colorido,
onde as fadas vão dançar...
Do outro lado do vidro,
gélida alma que o fogo não esquenta.
Entre cinzas e um rosto retorcido,
uivo e gemido, dor e tormenta....
Uma linha tênue divide:
Desespero e desapego,
fé e medo,
desistir ou lutar...
De um dos lados do vidro
imagens que a razão tenta afastar!
Um prisma mostra refletido
o que o coração não consegue mensurar...
Muito amor, doçura e paixão para todos!
quarta-feira, 23 de julho de 2014
quinta-feira, 17 de julho de 2014
O último teorema de Fermat- Coautoria da querida Vanessa Andrade
E por muito
tempo rabiscou o caderno...
Enumerou
todas as variáveis, calculou todas as probabilidades daquilo dar errado!
Pesou todos
os infinitos contras e alguns prós, sabia que o resultado final poderia ser uma
dor imensa além do profundo vazio!
Formulou
várias leis que pudesse de alguma forma explicar tudo aquilo...
Ate criou
teoremas, esquematizou...
A mesma só
não contava que ele tinha alma... ela também tinha...
Eis que
percebeu a imensidão e complexidade "daquilo" e todos os seus cálculos perderam o sentido...
domingo, 13 de julho de 2014
Etéreo
Hoje não tem poema
Tem verso curto
Doce problema
De quem acredita que o Amor é mais que convivência e
conveniência...
Hoje não tem poema,prosa ou poesia
mas a noite tem luar...
Mesmo sem soneto
Tem estrela e maresia
E para quem não sente medo
Um conto de amar...
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Imensidão
No alto da minha prepotência e falsa felicidade
Tudo me foi tomado
Apontada pela multidão,
percebi o quão pouco de sincero em minha vida foi cultivado
E de amor
nada sobrou...
Nem a cor, nem o cheiro
apenas desesperança e medo!
E pelas ruas que andei
em cada taverna e bordel a esmo,
te procurei nos becos mais soturnos
E talvez nós nunca tenhamos existido mesmo...
Depois dessa viagem
só escuridão
Nenhuma luz divina ou passagem
apenas vazia imensidão.
sábado, 28 de junho de 2014
C21H22N2O2
Entre medo e
desejo
Indiscreta,
sigo voluptuosa
Mergulhada
nessa noite sem estrelas
Navego no seu
beijo!
Nessa
lucidez, a mente desatina
o desejo
sucumbe!
Transpiro
estricnina.
Sigo incólume
como garça no
pântano
com nada mais
me espanto
Finjo que meu
coração está morto...terça-feira, 24 de junho de 2014
Entre sonhos e batalhas...
Quando chega a noite e todos despem seus disfarces,
significa que estamos nus a luz da lua
Então querido, entregue-se...
Estamos todos no mesmo barco,
zarpando em álcool e veneno,
vivendo em estupor e êxtase...
Venha e segure-se no que é real,
sonhos ficaram no porto!
vamos travar nossa própria batalha...
Um dia abri a janela do meu quarto e olhei a praia...
Tantos castelos desfeitos na branca areia,
tantas marcas
profundas!
E o mar continuava imparcial...
Palavras se perdem no vento, sonhos desmoronam em tempestades...
Mas isso aqui, eu te garanto, isso é real...
Então
Esqueça os sonhos perdidos,deixe os disfarces guardados e
zarpe comigo em estupor e êxtase...
Venha e segure-se no que é real,
sonhos ficaram no porto!
vamos travar nossa própria batalha...
quinta-feira, 19 de junho de 2014
"IN MEMORIAM"
Entre ruas vazias, vielas desertas
As vezes tudo que se quer é morrer, ter um pouco de paz
as vezes quando nada mais resta
ser crucificado não importa mais...
Entre bolos e balões de festa
A noticia aparece nos jornais
Um rosto despedaçado, uma fresta
Ela já não existe mais.
Entre saltos e maquiagem
entre deuses e mortais
ela ali de passagem
e com apenas um gole ela não existe mais...
Vento no porto, chuva fina
a copa das árvores balançam em fúria
no resto tudo permanece o mesmo, tudo em paz
Já a menina inocente, essa não existe mais...
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