Muito amor, doçura e paixão para todos!

Muito amor, doçura e paixão para todos!

terça-feira, 5 de agosto de 2014

A morte da Borboleta

Sangue respingando no asfalto e então ela já não é mais uma menina...
Todo o resplendor ficou para trás
sonhos ternos e cândidos não povoam sua mente mais!
E agora ela sabe exatamente como isso termina!

Roupas pela sala, cheiro de naftalina...
Em um baú dourado
Seu coração está guardado
E lacrado a sete chaves, nada germina.

Um vinho barato
bitucas e cinzas pelo chão...
Sem ao menos um muito obrigado
coadjuvante de sua própria história, ela abandona o salão.

Sangue respingando no asfalto...Ela  não é mais menina...
Entre lágrimas e prazer
ser ou não ser...

Toda pureza despedaçada em camas vazias...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Entre o vidro...

Do outro lado do vidro,
doce aroma, gargalhadas, flores e luar...
Um belo mundo colorido,
onde as fadas vão dançar...

Do outro lado do vidro,
gélida alma que o fogo não esquenta.
Entre cinzas e um rosto retorcido,
uivo e gemido, dor e tormenta....

Uma linha tênue divide:
Desespero e desapego,
fé e medo,
desistir ou lutar...

De um dos lados do vidro
imagens que a razão tenta afastar!
Um prisma mostra refletido
o que o coração não consegue mensurar...

quinta-feira, 17 de julho de 2014

O último teorema de Fermat- Coautoria da querida Vanessa Andrade

E por muito tempo rabiscou o caderno...
Enumerou todas as variáveis, calculou todas as probabilidades daquilo dar errado!
Pesou todos os infinitos contras e alguns prós, sabia que o resultado final poderia ser uma dor imensa além do profundo vazio!
Formulou várias leis que pudesse de alguma forma explicar tudo aquilo...
Ate criou teoremas, esquematizou...
A mesma só não contava que ele tinha alma... ela também tinha...

Eis que percebeu a imensidão e complexidade "daquilo"  e todos os seus cálculos perderam o sentido...

domingo, 13 de julho de 2014

Etéreo

Hoje não tem poema
Tem verso curto
Doce problema
De quem acredita que o Amor é mais que convivência e conveniência...

Hoje não tem poema,prosa ou poesia
mas a noite tem luar...
Mesmo sem soneto
Tem estrela e maresia
E para quem não sente medo

Um conto de amar...

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Imensidão

No alto da minha prepotência e falsa felicidade
Tudo me foi tomado
Apontada pela multidão,
percebi o quão pouco de sincero em minha vida foi cultivado

E de amor
 nada  sobrou...
Nem a cor, nem o cheiro
apenas desesperança e medo!

E pelas ruas que andei
em cada taverna e bordel a esmo,
te procurei nos becos mais soturnos
E talvez nós nunca tenhamos existido mesmo...

Depois dessa viagem
só escuridão
Nenhuma luz divina ou passagem
apenas vazia imensidão.

sábado, 28 de junho de 2014

C21H22N2O2

Entre medo e desejo
Indiscreta, sigo voluptuosa
Mergulhada nessa noite sem estrelas
Navego no seu beijo!

Nessa lucidez, a mente desatina
o desejo sucumbe!
Transpiro estricnina.

Sigo incólume
como garça no pântano
com nada mais me espanto
Finjo que meu coração está morto...

terça-feira, 24 de junho de 2014

Entre sonhos e batalhas...

Quando chega a noite e todos despem seus disfarces,
significa que estamos nus a luz da lua
Então querido, entregue-se...
Estamos todos no mesmo barco, 
zarpando em álcool e veneno,
vivendo em estupor e êxtase...

Venha e segure-se no que é real, 
sonhos ficaram no porto!
vamos travar nossa própria batalha...

Um dia abri a janela do meu quarto e olhei a praia...
Tantos castelos desfeitos na branca areia,
tantas marcas profundas!
E o mar continuava imparcial...
Palavras se perdem no vento, sonhos desmoronam em tempestades...
Mas isso aqui, eu te garanto, isso é real...

Então
Esqueça os sonhos perdidos,deixe os disfarces guardados e zarpe comigo em estupor e êxtase...

Venha e segure-se no que é real, 
sonhos ficaram no porto!
vamos travar nossa própria batalha...